
O hálito quente do dragão
Meu cérebro a ferver derrepente
O vento a soprar sem razão
A unha afiada da serpente.
Dificil acordar de um sonho
Sem saber do que se é capaz
Um processo tão enfadonho
Em uma noite que nao acaba mais.
Sinto-me no cosmo perdido
Longe do próprio "eu"
O tempo e o espaço coagido
Por um axioma que não morreu.
A sentinela da consciência
Não percebeu o movimento
Não vigiou com veemência
A insurreição do meu tormento.
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